28 de abr de 2013

Falando de futuro

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   Quando somos menores a vida parece tão simples. Com as bonecas a gente fazia todos os nossos sonhos de vida serem reais. Éramos sempre lindas, cheias de amigas, com uma casa enorme, um marido perfeito, um trabalho dos sonhos e nada de errado, nunca. Víamos nossos pais preocupados ou sofrendo e não entendíamos: como e por que eles não tinham a vida que queriam ter?
   A gente cresce e para de brincar de boneca, começamos a inventar dramas com amigas e garotos, queremos ser grandes. E ai a gente cresce mais um pouco. Os probleminhas que antes eram frutos de nossas imaginações se tornam reais. Conhecemos pessoas que nos fazem mal, perdemos amizades, brigamos com nossos pais sem fazer as pazes logo depois, conhecemos aquele garoto que mexe com a gente e depois nos decepciona. A gente se arrepia com o primeiro beijo e pensa, sem falar pra ninguém, que finalmente estamos vivendo a vida daquela boneca com que brincava quando eramos menores. Mas mesmo assim, ainda achamos que aquilo é a vida, e não é.
   Quando chegamos no Ensino Médio, começamos a ser bombardeados com a palavra "faculdade". Ouvimos os pais e os professores tentando nos ajudar a escolher uma vida. Finalmente estamos crescendo, e é realidade dessa vez. 
   Quando percebemos, sem querer, que a vida não é como nossas brincadeiras de criança, nos desesperamos. Começamos a pensar em outras possibilidades, considerar os lados ruins também, e chegamos a um ponto em que nada se encaixa, e que dali a pouco vamos precisar decidir mas ainda não estamos prontos. 
   Nossos sonhos não são mais tão fáceis. A gente entra em tempos de pensar, imaginar, quebrar a cabeça tentando entender o futuro. E daqui pra frente, não tenho certeza de mais nada. Assim como quando eu brincava de boneca, tudo que sei sobre o futuro é imaginação. Ideias baseadas no agora, e que vão mudar.
Talvez eu ainda continue essa história. Talvez eu diga que o que eu acho agora é só imaginação, e que o futuro é diferente do que eu pensava. Talvez eu ainda mude. Talvez tudo mude.

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Carol