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11 de ago. de 2013

Só mais um

| | 7 comentários
   Eu queria. Você queria. Mas eu queria demais. E ai tinha a pressão. Foi tudo por causa da pressão, não foi? Não, não precisa mentir agora. O estrago já tá feito. Já caí e detonei cada partezinha do meu corpo, e coração. Não to te culpando tá? Só um pouco. Tenho consciência de que grande parte do que eu sinto fui eu mesma quem criei. 
   E não comece a pensar que você fez alguma diferença na minha vida, que você mudou alguma coisa. Você só foi mais um, assim como eu fui mais uma. Daqui uns tempos você vai ter ficado pra trás. Igualzinho todos os outros com que me iludi. E no fim você vai ser só mais um carinha nas fotos da época de colégio. Eu to destruída sim, como já falei. Mas eu saro. Sempre saro, todas as vezes. Pode demorar mais, talvez menos, provavelmente menos. Mas vai passar. Não que eu ache que você se preocupa (já abri meus olhos). To falando isso pra você não ficar se achando o bonzão.
   "Life goes on"
   Amanhã vou acordar cedo como todos os outros dias. Vou me arrumar, sair de casa, passar a manhã com um pouco de sono, depois diminui. Vou almoçar, descansar um pouco e fazer o que for preciso de tarde. De noite vou tomar banho, colocar o pijama, tomar uma xícara de chá, escovar os dentes e dormir. E no outro dia de novo, e de novo. Ninguém vai saber o que passa aqui dentro, nem você vai perceber. E ai vai chegar o momento em que até eu já esqueci. Daqui um ano não vou nem lembrar como era sofrer por sua causa. 
   Você nunca vai ler esse texto. Mas não importa. Não escrevi pra você, escrevi pra mim. Sabe eu tenho uns jeitos estranhos de me fazer sentir melhor sem precisar de ninguém. Demora, dói, mas acontece. Sempre acontece, e é cada vez mais fácil. To aprendendo a abrir mão do que não me faz bem. Então to abrindo mão de você. Vai embora rápido, quanto mais rápido melhor. Não precisa virar pra trás e acenar com a mão, eu não tô mais olhando. 

14 de jul. de 2013

Every now and then I fall apart

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   Da onde vem essa infelicidade repentina que as vezes num sábado de manhã deixa a gente desesperado pra desaparecer? Ta aí o assunto pra terapia dessa semana. Se para mim é impossível de entender - e refutar - a terapeuta deve ter uma explicação mais clara. 
   Mas que droga. Eu poderia estar vendo TV, passeando no shopping, pegando um sol no quintal, poderia estar comendo. Não. Estou sentada na cama, escrevendo sobre um sentimento que nem sei qual é. Que droga. 
   "Every now and then I fall apart" Adoro essa frase. Parece minha. Mas não é. Mas parece. Pra mim.
   Não deve ser normal. Qual é a lógica de acordar de manhã e se sentir um pedaço de lixo? Sem razão? Ok, talvez tenha uma razão. Ou melhor, tem uma razão. Ta na hora de parar de enrolar e admitir que tem uma razão. Tem. É a minha mente. A minha mente, e talvez o coração, que fazem toda essa lambança aqui dentro. Essa disputa idiota pelo controle entre um e o outro. Se é que são duas partes. Talvez seja só uma - eu - tentando desesperadamente e inconscientemente causar uma autodestruição. 

BUM!

Não?

...

Não. Ainda to aqui.

   Já ouvi dizer que tem gente que gosta de ficar triste. Faz sentido, ou não. Já aconteceu com você de ver dois caminhos diferentes? Um deles é uma descida, não muito íngreme, que você só desce se quiser, porque dá pra voltar. E o outro é pra cima, fácil, simples, você só precisa escolher ir por ele. Parece óbvio a escolha certa, mas por alguma razão você escolhe errado, vai pra baixo. Talvez a razão seja essa: tem gente que gosta de ficar triste. Será que eu sou assim? Que droga. 
   Ah, hoje to dramática demais pra fazer sentido. Isso é problema da terapeuta na terça que vem. E meu também. Mas foda-se. Já to de saco cheio de pensar. Então vou continuar indo pelo caminho errado, até eu cansar.

12 de jun. de 2013

A mentira

| | 1 comentários
   Será que tem alguma borracha pra culpa?  Se tiver, faz favor e me empresta. Porque aqui dentro já tá machucado demais. Eu fiz confusão. Foi mal! Mas foi porque quis escolher certo. Escolhi errado. Foi mal! Cansei de repetir. Eu sei que perdi tempo. Você ficou chateado e eu nem liguei. Eu tinha certeza.
   O tempo passou. Nosso tempo passou. Mas nos acréscimos do segundo tempo eu cai em mim. Percebi a bagunça que tinha feito. Vi você com meus olhos mais abertos do que antes e tudo o que quis foi voltar atrás. Burra... Burra! Quebrando a cabeça pra acertar acabei errando. De novo e de novo. Eu tentei compensar, você sabe! E quando tive que te ver indo embora chorei. Não porque você estava indo, mas porque ver minhas escolhas idiotas era igual um faca afiada. 
   Escondi você no fundo do meu coração. Menti pra mim mesma e pro mundo."Tudo bem, passou, e eu não sou de ficar sofrendo pelo passado". Fechei os olhos pro arrependimento. Fechei os olhos pra você. Fechei os olhos pra mim mesma. 
   Mas a gente sempre sabe o que é verdade e o que não é. Eu tentei todos os dias não sentir nada. Só que a estrada é torta. E a vida não é fácil. Não tem botão de ligar e desligar, muito menos maquina do tempo. Aliás, se tivesse eu já teria voltado. 
   Hoje você me derrubou. Me jogou de cara no chão. E deixou meu coração em queda livre. Fez mais claro do que nunca o que é e o que não é. Fez impossível disfarçar. Deixou meu dia com um ar melancólico. Eu mereci, não precisa dizer.
   Não dá nem pra te culpar. Toda a culpa aponta na minha direção. Caramba! Não dá pra deixar tudo isso pra trás? Já cansei de você, de mim, cansei de nós, cansei e cansei. Trégua? Tempo? Pausa? Bandeira branca? Qualquer coisa! Me rendo! Ta bom?

30 de mai. de 2013

Cá entre nós

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   Você acreditaria em mim se eu dissesse que sinto muito? Minha pergunta não foi pra te machucar, foi só o meu medo de te perder. Aliás, tudo que fiz foi por medo. E tudo acabou dando errado. E agora você tá sozinha ai, e eu aqui.
   Talvez eu tenha errado em achar que podia te manter comigo, e talvez isso seja só a noite me fazendo dizer besteira. Mas tudo em que pensei nesses últimos dias foi que quero que você saiba que estou bem. Sozinho. Só que não consigo mentir pra você, e já que estamos sendo honestos sinto que devia te falar; Eu estive preenchendo o espaço vazio entre nós dois. Mas cá entre nós, ela jamais poderia ser comparada a você. E cá entre nós, eu ainda guardo suas fotos em baixo da minha cama. 
   Talvez seja pelo melhor, mas eu não vejo nada de bom nisso. Talvez a gente encontre alguma coisa melhor, mas o que nós tínhamos nunca foi embora, vai fica pra sempre guardando o lugar. Vai ficar sempre ali.

8 de mai. de 2013

O resto da sua vida

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    Esse ano o foco principal dos meus dias está sendo meu futuro. Á alguns meses do vestibular a dúvida sobre o que fazer no Ensino Superior parece tomar conta. E ai, depois de mudar quinhentas e uma vezes de ideia, sempre me vem aquela sensação de que ainda é cedo pra decidir. E não sou a única.
    Numa sala de 200 alunos, no começo do ano 25% levantou a mão quando o professor perguntou quem não sabia o que queria como profissão. E dos 75% que não levantaram, sei lá quantos só acham que têm certeza, e ainda vão acabar trocando.
    Mas e ai? É esse o ano em que as coisas acontecem, e você que se vire pra decidir como vai viver o resto da sua vida. Não interessa pra ninguém, além dos seus apaixonadosporvocê pais, se você ainda não tem a menor ideia de quem é e o que quer. No fim do ano todo mundo vai sentar na cadeira e vai perder algumas horas da vida respondendo questões (sobre conteúdos inúteis). E depois de alguns dias, todo mundo vai estar procurando o próprio nome na lista, torcendo pra não ter perdido o trabalho do ano todo. E todo mundo vai seguir o seu próprio caminho a partir daí, mesmo que a única certeza seja de que não tem certeza de nada. 
    Agora me diga, isso tudo parece certo? Deixando de lado alguns exageros meus, não, não parece certo! É claro que sempre dá pra começar a faculdade mais tarde, ou até trocar de curso depois de já ter começado. Mas concordemos que o esperado por todo mundo é que você termine o Ensino Médio e no ano seguinte já faça o Superior, depois termine e comece a exercer a profissão que escolheu. E esse é o problema.
    Acho que a sociedade em geral deveria respeitar o fato de que cada um é cada um. De que vai ter aqueles que já nasceram sabendo o que querem, e aqueles que precisam de tempo. De que alguns querem começar a trabalhar o mais rápido possível, e outros que ainda precisam amadurecer um pouco mais as ideias. De que ninguém é obrigado a ter certeza. E de que para muitos, 17/18 anos é cedo demais pra decidir o futuro. 

28 de abr. de 2013

Falando de futuro

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   Quando somos menores a vida parece tão simples. Com as bonecas a gente fazia todos os nossos sonhos de vida serem reais. Éramos sempre lindas, cheias de amigas, com uma casa enorme, um marido perfeito, um trabalho dos sonhos e nada de errado, nunca. Víamos nossos pais preocupados ou sofrendo e não entendíamos: como e por que eles não tinham a vida que queriam ter?
   A gente cresce e para de brincar de boneca, começamos a inventar dramas com amigas e garotos, queremos ser grandes. E ai a gente cresce mais um pouco. Os probleminhas que antes eram frutos de nossas imaginações se tornam reais. Conhecemos pessoas que nos fazem mal, perdemos amizades, brigamos com nossos pais sem fazer as pazes logo depois, conhecemos aquele garoto que mexe com a gente e depois nos decepciona. A gente se arrepia com o primeiro beijo e pensa, sem falar pra ninguém, que finalmente estamos vivendo a vida daquela boneca com que brincava quando eramos menores. Mas mesmo assim, ainda achamos que aquilo é a vida, e não é.
   Quando chegamos no Ensino Médio, começamos a ser bombardeados com a palavra "faculdade". Ouvimos os pais e os professores tentando nos ajudar a escolher uma vida. Finalmente estamos crescendo, e é realidade dessa vez. 
   Quando percebemos, sem querer, que a vida não é como nossas brincadeiras de criança, nos desesperamos. Começamos a pensar em outras possibilidades, considerar os lados ruins também, e chegamos a um ponto em que nada se encaixa, e que dali a pouco vamos precisar decidir mas ainda não estamos prontos. 
   Nossos sonhos não são mais tão fáceis. A gente entra em tempos de pensar, imaginar, quebrar a cabeça tentando entender o futuro. E daqui pra frente, não tenho certeza de mais nada. Assim como quando eu brincava de boneca, tudo que sei sobre o futuro é imaginação. Ideias baseadas no agora, e que vão mudar.
Talvez eu ainda continue essa história. Talvez eu diga que o que eu acho agora é só imaginação, e que o futuro é diferente do que eu pensava. Talvez eu ainda mude. Talvez tudo mude.

4 de ago. de 2012

Falta vida

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   O dia não é claro o bastante. Falta disposição pra aceitar os detalhes mais imperceptíveis,  as palavras mais tímidas e os sorrisos mais bem disfarçados. Falta uma análise mais crítica e uma mais compreensiva. Faltam olhares profundos e frases originais, toques significativos e ideias ambiciosas. Falta amor, falta verdade, falta carinho, falta compaixão. Faltam pessoas se redimindo, faltam pessoas correndo atrás dos sonhos. Faltam atos, faltam provas, faltam opiniões. Falta confiança, falta alegria. Faltam bons perfumes, e bons gostos, falta aproveitar. Falta respirar, falta olhar, falta ouvir, falta vida. Falta tanta vida, e ninguém admite que deixou o que restava escapar na ultima hora.
   Ninguém para por um minuto pra olhar ao redor e ver o vazio. Aliás, falta ver. Todos olham, mas ninguém de fato vê o que tem ou deveria ter importância. Todos querem silêncio, querem ficar sozinhos, querem desistir das lutas. Todos adoram frases frias. Não é triste como nos perdemos tão rápido? "Não fale, estou cansado".
   Deixamos pra trás tantas coisas que agora nem lembramos. Não sabemos se queremos sobreviver, não sabemos se estamos em casa, não queremos que ninguém saiba. Queremos apenas existir através de nossas vidas. Fingimos buscar amor, mas não sabemos o significado da palavra. Não sabemos o significado de tantas palavras que colocamos em nossa boca só pra deixar o discurso bonito. Escolhemos vidas sem significado algum, apenas o vácuo.
   Talvez estejamos todos simplesmente machucados demais, talvez seja impossível fazer algo diferente na condição em que estamos. Não queremos ouvir o que poderia ser, não queremos aceitar nenhum erro cometido. Somos, ou talvez queremos ser, apenas a poeira que sobrou após a guerra. Em meio á desilusões e mortes, tentamos encontrar um dia ensolarado o bastante que permita a esperança. Fingimos fé, fingimos ser inteiros, completos, fingimos que queremos viver a vida, mas no fundo falta de tudo. Falta vida.

13 de jul. de 2012

A conclusão, finalmente

| | 11 comentários
    Ontem te vi pela primeira vez desde que decidimos acabar tudo entre nós, há mais de um ano. Eu sei, eu sei, nós não decidimos nada, apenas admitimos o que acontecia com a gente contra nossa vontade. Mas prefiro dizer que decidimos terminar, é mais simples e rápido. Então, ontem te vi. Fui pega desprevenida, estava andando rápido sem pensar muito, quando olhei pra frente e vi seu rosto. Por um momento não tive certeza se era mesmo você, tive que olhar duas vezes pra confirmar, acho que você percebeu. Você me encarava, sabia que eu estava indo em sua direção sem saber, ficou lá me olhando esperando o momento em que eu notaria a sua presença. Sorri, como sempre faço quando quero ser simpática. Te cumprimentei, foi um daqueles momentos aterrorizantes em que você não sabe se deve dar um abraço ou não, ai resolve dar mas a outra pessoa não retribui, e você fica igual um idiota tentando fingir que aquilo não aconteceu.
    Apesar disso, fiquei satisfeita ao ver que meu coração não tentou fugir como eu estava acostumada. Tentei conversar com você, inexplicavelmente eu sabia o que dizer, não senti como se tivesse que te impressionar, simplesmente fui eu mesma e parecia a coisa certa. Aliás, acho que você estava mais inseguro do que eu. Da pra acreditar numa coisa dessas?
    Depois que fui embora pensei muito em você. Mas não da maneira que sempre fiz. Percebi que finalmente você ficou no meu passado, e apenas no passado. Me senti orgulhosa por ter conseguido tirar o plano do papel. Agora tenho certeza: não te amo mais. Você tem alguma ideia de o que significa dizer isso sabendo que não é mentira? Pode acreditar, é uma sensação nova que me faz sorrir só de pensar.
    Fico lembrando a força que meu sentimento tinha sobre mim, que você tinha sobre mim. Era só ouvir seu nome que eu sentia o coração acelerar aos poucos. E quando você falava comigo? Era tudo. Mas agora é diferente. Esta longe de ser a primeira vez que escrevo sobre você, inclusive acho que quase tudo que eu escrevia era pensando em nós, no que éramos e o que poderíamos ser.
    Estou considerando a possibilidade de estas serem as últimas palavras que gasto com tudo isso. Mas fiz questão de colocar no papel. Não podia deixar o fim dessa história de fora. Nós somos como um livro que eu escrevi. Tivemos a introdução, a complicação, e o climax, só faltava a conclusão. Mas aqui está. Você pode se sentir honrado por ser parte tão importante da minha história, mas não deixe a ideia ir longe demais. Você reinou durante um livro inteiro, mas não existe um único pedaço seu no resto da coleção. Ou melhor, até existe, dentro de mim memórias suas me fazem crescer e fazer dos próximos livros melhores que qualquer outro que escrevi antes de você. A propósito, obrigada por isso, otário.

19 de jun. de 2012

Me desculpe

| | 7 comentários
    Me desculpe por ser fraca, ter deixado nosso mundo cair. Você nunca perdeu a esperança, mas puxei nós dois pra baixo. Fomos juntos, você tentava voar e eu te arrastava sem insistir em pensar de outra forma. "Tente" você me disse, eu ignorava fingindo que achava estar fazendo a coisa certa. 
    Me desculpe, sei que não foi fácil. Você tentou desesperadamente me ajudar, mas eu só ouvia músicas tristes e apagava tudo de bom em você. Dentro de mim era um vazio, era oco. Nada atrás de dois olhos frios e desesperançosos. E você? Você era um anjo, sempre sabia como clarear o meu quarto escuro e de vez em quanto conseguia tirar um sorriso, uma esperança de dentro de mim.
    Eu destruí a única coisa que poderia ajudar a "eu" dentro de mim. Te matei aos poucos com crueldade. Te torturei e arranquei cada pedaço de vida atrás do seu rosto, um por um. Não pensei, admito. Mas apenas porque doía perceber o quanto você fazia por mim, e o quanto eu não merecia. Mas acredite quando eu digo: eu não sorri quando tudo acabou, quando você finalmente virou as costas desistindo. Pensei em maneiras de consertar, mas você sabe, as coisas não funcionam comigo.  Me desculpe mais uma vez, por ter nos derrubado.

21 de abr. de 2012

Eu virgula você.

| | 23 comentários
Ei, você! Para com isso agora. Para de pensar e repensar atos que não podem mais ser desmanchados. Para de tentar juntar os miseros pedacinhos, eles não se encaixam mais. O que nós tínhamos era como um vaso, no instante em que ele se desequilibrou e inclinou pra cair, nós dois hesitamos, pensamos algumas vezes a mais do que devíamos. Quando percebemos o que acontecia, já era tarde demais, um instante tarde demais. Sem pretextos por favor: não tínhamos certeza do que fazer. Mas agora as partezinhas não se juntam. Voltar é inviável, irreal, não é pra acontecer, não é.
Nós precisamos entender que algumas coisas são feitas para ficarem quebradas, são diferentes, são incompatíveis. Nossas tentativas frustadas de ter o mesmo vaso mais uma vez só nos custam o oxigênio que respiramos, os segundos que desperdiçamos tentando achar uma solução pra um problema que não da pra resolver.
No fundo no fundo, nós dois sabemos que somos meramente tolos, crianças desconsoladas, angustiadas, palavras jogadas no ar, escritas sem nenhuma razão aparente. Somos apenas fragmentos de algo que costumava ser grandioso, perfeito, mas que se perdeu, se auto destruiu gradativamente de dentro pra fora. Nunca desvaneceremos, eu virgula você existimos, eu e você não. Aceitemos isso, para nosso próprio bem.

25 de mar. de 2012

O cara perfeito

| | 15 comentários
Todas as garotas (ou quase todas) passam por um momento da vida, duradouro ou passageiro, em que têm aquele desejo crescente de encontrar o cara perfeito, o homem de seus sonhos, o amor de sua vida. Não acredito nisso, acho besteira ficar planejando tudo com detalhes. Apesar disso, esses dias resolvi imaginar um garoto perfeito pra mim. Perfeito mesmo, como um robô sem nenhum detalhe que saia de minha vontade, nenhum sequer. 
O cara para ser assim, antes de tudo, não pode mudar de ideia quanto a mim muito frequentemente. Baseando-me em relacionamentos passados, sei que posso ser muito insegura quando me dão motivos. Além disso, ele precisa se importar em me ver bem. Não precisa fazer qualquer coisa por mim, vocês sabem bem que não acredito nisso. Mas simplesmente não se importar em ouvir meus problemas de vez em quando, e sempre tentar dizer alguma coisa pra me deixar melhor. 
O garoto também precisa se cuidar. Não suporto gente porca, que sai de casa com roupas sujas, não lava o rosto, e nunca lembra que existe pia no banheiro. Ele não precisa ser bonito, basta ser arrumado e ter um estilo próprio. Uma voz doce, um sorriso acolhedor, olhos que brilhassem de dia e de noite, mãos quentes e carinhosas, que segurassem as minhas frequentemente. Tatuagens e piercings também me fariam delirar...
Não exijo que seja exatamente igual a mim, com os mesmos gostos. Mas preciso de alguém que aceite as diferenças que, com certeza, vão existir. Sei que isso não é relevante, mas se gostar de rock e filmes de terror da mesma forma que eu gosto, eu ia adorar. Ir num show de uma banda que nós dois gostamos ou assistir um filme de zumbis no fim de semana, só nós dois, não me parece má ideia. Tirar fotos idiotas comigo também seria legal.
E ele precisaria gostar de mim, claro. Gostar de conversar comigo, de olhar pra mim, de fazer as coisas comigo. Ele nunca precisaria abrir mão de seus amigos para sair comigo, sairíamos nós todos juntos e ele teria prazer com isso. Deveria conquistar minha confiança completa, a ponto de me deixar confortável em contar problemas que normalmente eu falaria apenas com melhores amigas, ou nem com elas
Outra característica que não abro mão de jeito nenhum é acreditar em mim, nos meus sonhos e planos. Dar valor e apoiar minhas boas ideias, e me mostrar o que é certo quando eu pensar alguma besteira. Além disso, o cara precisa ter seus próprios sonhos. Sonhos grandes, improváveis, mas possíveis. Sonhos que ele lutaria para tornar realidade.

Entretanto, existir no mundo real é mais importante que qualquer uma dessas características. Garotos com todas elas existem em montes na minha imaginação, no entanto, por não serem visíveis e tocáveis, se tornam menos perfeitos que todos os caras que moram na Terra. Esses, algum dia serão reais em minha vida, algum dia eles vão me dar alegria antes e depois de eu abrir os olhos de manhã cedo. Eles não vão sumir quando o sol nascer. E se quer saber, isso é essencial pra que um cara seja perfeito pra mim.

Conheça o blog Quase Invisível. A dona é uma fofa, o blog mais ainda, e merecem uma visitinha!

Quer saber como aparecer num post aqui no DDP? Clique aqui.

1 de mar. de 2012

Até Saturno

| | 23 comentários
É tão difícil desabafar, sem ninguém te julgando. É tão difícil poder confiar cegamente em alguém. É tão difícil não se sentir sozinho(a). Aonde estão os verdadeiros amigos? Aonde estão as pessoas que dizem estar ao seu lado sempre? A verdade é: estamos cercados de supostos amigos que desaparecem quando uma lágrima cai de seu olho. Fui muito direta? Desculpa, não foi a intenção.
Enquanto você está feliz, você conversa com todo mundo. Todos riem junto com você, todos querem sua companhia. Você é alegre, é gostoso estar com você. Da uma sensação boa...
Quantas pessoas dizem que te amam? Várias. Pois então, quantas já provaram que é verdade? Alguém já te provou que é verdade (fora seus pais claro)? Se querem saber, ninguém nunca me provou nada assim. Já ouvi "eu te amo" de melhores amigos, amigos, conhecidos, e até desconhecidos. Mas quando apareço mal no twitter, por exemplo, nenhum deles aparece pra me ouvir, saber o que aconteceu, dar um conselho, um ombro amigo, uma ajuda sincera. Talvez algum deles até apareça, "Ei Carol, tudo bem? O que aconteceu?", mas sabe aquela sensação de que se você contar tudo que está te incomodando, a pessoa vai ficar de saco cheio? Então. Além disso grande parte dessa "preocupação" é curiosidade.
Confesso que não conheço o amor, não sei se ele existe (me processe sociedade). Acho que se ele existir, não vai ser tão utópico quanto nós imaginamos. Por favor gente! Vocês realmente acham que alguém vai até Saturno pra te fazer feliz? Além de seus pais, que com certeza fariam qualquer coisa por você, ninguém iria! Todos nós colocamos nossas vidas antes da vida de qualquer pessoa, somos assim, egoístas pra caramba. 
Me desculpem a sinceridade. Sei que minha visão é meio pessimista, mas juro que não nasci com ela. As pessoas mesmo a construíram. Acho isso porque vejo todos os dias gente sofrendo, e não tem ninguém, nenhuma alma boa o bastante pra dar alguma importância. 
Quer um conselho? Se está precisando de um ombro pra chorar, ore. Porque se existe alguém que vai te ouvir e te fazer sentir importante, esse é Deus. Nenhum menino ou menina vai te dar segurança como Ele dá todas as vezes que você pede.
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Gostou do texto? Deixa sua opinião num comentário. Desculpem se fui pessimista demais quanto aos amigos, estou meio decepcionada ultimamente. :c
As outras 4 entrevistas do ultimo post "Blogs conhecidos - Como as donas chegaram lá?" serão publicadas logo, logo. Só aguardem. c:

29 de jan. de 2012

Foram só 3 dias.

| | 30 comentários
Não estava planejando nada, apenas entrou no carro e foi. Nada deveria acontecer, não tinha nada programado, não esperava nada diferente. Quatro dias já haviam passado, e durante os três próximos, nada deveria mudar. Mas mudou
Era noite e todos se juntaram para dançar. Trocavam de par a cada instante, e por algum detalhe do destino ela acabou de mãos dadas com aquele garoto moreno e alto, com o olhar tímido, sotaque diferente e sorriso carinhoso. Não foram mais que 5 minutos juntos, mas foi o bastante. "Quer jantar comigo amanhã?"
Trocaram de par mais uma vez e se perderam de vista. Ela foi dormir sem vê-lo outra vez, mas em sua cabeça lembrava dele como um amigo. 
No outro dia se encontraram uma ou outra vez. E a cada sorriso que trocavam, se sentia mais aconchegada com ele. Chegou a noite e quando ela saiu pela porta, ele já estava lá. Sorriram e trocaram um abraço rápido e sincero. Enquanto caminharam até o restaurante, conversaram sobre suas vidas. Sentiu um pequeno estranhamento por isso, não era normal para ela conversar assim, de primeira. 
Ele era doce, carinhoso, e a respeitava. Colocava a mão em suas costas e ela se sentia segura com aquilo. Coisa boba. Tiraram uma foto na entrada e sentaram lado a lado numa mesa no cantinho. O barulho lá dentro os obrigava a aproximar os rostos para se ouvirem. Ele a fazia rir, e sem querer, ela ria. 
Descobriram que tinham muito em comum, mas não o Estado em que moravam. Ela era de uma cidade grande, no frio, na correria da rotina, Curitiba, Paraná. Ele morava longe, na praia, no calor, Vitória, Espirito Santo.
Quando foi dormir, sentiu aquela pontada no peito, aquilo tudo ia acabar amanha. Pensou que talvez ele fosse o melhor garoto que já conheceu. Tentou afastar a ideia pra não sofrer demais. No outro dia o viu e sentiu vontade de abraça-lo. Conversaram um pouco, mas o tempo estava acabando. E acabou. Trocaram msn e número do celular, queriam manter contato. Talvez algum dia se encontrassem de novo, tentavam convencer a si mesmos. Ela sentiu vontade de chorar, mas segurou, tinham sido apenas 3 dias, contando aquele. Ele se afastou e ela tentou guardar o seu rosto na memória para nunca esquecer. Foi embora e enquanto via tudo aquilo ficar para trás, derrubou uma lagrima, fechou os olhos e ficou relembrando cada detalhe.
Não foi amor, não foi paixão, foi um sonho, um sonho que aconteceu. Mas que como qualquer sonho, acabou. Ele era aquele garoto que chegou em sua vida por algum motivo, e a fez desejar não morar onde morava. A distancia, de novo.
Agora toda vez que lembra dele, sente um friozinho na barriga e fica imaginando o que ele esta fazendo lá longe. Torce pra que ele se lembre de tudo, assim como ela se lembra.
E sem muitas esperanças, ora para se encontrarem mais uma vez algum dia, em outro sonho que é realidade. Chamou aquilo tudo de "amor de verão", embora não fosse.

17 de ago. de 2011

Significa tão pouco

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Significa tão pouco, quase nada. É apenas uma palavra estúpida que algum idiota inventou para nomear o que via em sua frente. Distancia. Dizem que não significa nada quando o amor é verdadeiro. Que seja. Todos que se vem frente a frente com ela sofrem. Pouco ou muito, sofrem. Eu sempre penso que quem diz que ela não muda nada, não a encontrou realmente. É claro que muda! Por que inventariam esse nome se não fosse nada? É alguma coisa, e é grande. Por menor que seja, é grande.
Sempre me sinto rodeada pela distancia. Pela física e pela psicológica, se é assim que se chama. Mesmo que você esteja ao meu lado, eu o sinto longe. Quando de fato esta longe, ai, só pra você ter uma ideia, eu me pergunto se é de fato real, se você não é um mero sonho. A distância é enorme, é só o que sei. São quilômetros de distancia, são pensamentos de distancia, são sentimentos de distancia, são palavras de distância. É tão grande, que as vezes duvido que possa vence-la.
Levo as lembranças dentro de mim, tentando me convencer que aconteça o que acontecer, ainda teremos um ao outro. Mas é sempre difícil, esta sempre longe. Você esta longe, como posso viver com isso? Repito para mim mesma que é amor, sim é o amor, e nada vai destruir o que construímos. Mas ao olhar para o calendário e perceber quantos dias longe de mim você esta... Parece besteira pensar que somos invencíveis. Não somos. A distância faz de nós um simples e escuro nada. Não sou nada, você não é nada, não é real. É isso que sinto, é o que a distancia me faz sentir, mesmo que não seja verdade.
Mas, por algum motivo idiota, coloquei em minha cabeça que posso esperar para sempre, posso esperar o tempo passar. E sempre espero. Mesmo que, toda vez que vá embora, eu me transforme em algo um tanto quanto deprimente. Eu tenho que fazer isso, pelo simples fato de não ter escolha. O que me resta é fingir que a distância não significa coisa alguma, e que podemos seguir em frente independente de seu tamanho. E é assim que vou lutando contra ela, tentando vence-la, andando sempre sobre uma camada de esperança, que me impede de desistir.


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12 de jul. de 2011

Outro

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O cobertor já caiu no chão diversas vezes. E eu me estico para pegar sem me mexer demais. A luz da lua que escapa entre as persianas dificultam as minhas tentativas de dormir. Não importa, não vou dormir mesmo. Fico olhando fixo para os cantos do quarto. Examinando cada detalhe da parede lisa. Embora não esteja de fato prestando atenção. Meus pensamentos estão em outro lugar. Estão longe do meu quarto. Estão naquele banco, embaixo daquela árvore. Aquele banco que ficava de frente para o campo de futebol, que esta vazio. No meu pensamento, eu estou sentada em silêncio ao seu lado, me perguntando quando você vai tomar uma iniciativa. Você tenta de algumas maneira puxar conversa, mas tudo acabava rapidamente com um "hm" de algum de nós. Eu fecho meus olhos e tento parar de tremer. Me pergunto se você consegue perceber, espero que não. Cada segundo em silêncio me deixa mais angustiada. Desejo que as coisas sejam mas simples. Até que você olha para mim, aparentemente na mesma situação que eu, e diz "E então, o que você quer?". Me surpreendo com a pergunta, derrubo minha cabeça para trás, querendo fugir dos seus olhos, e então sorrio. Você entende minha resposta e me beija. Eu fecho os olhos lentamente, afundando no seu beijo. Me pergunto o que estou fazendo. Quando retorno ao meu quarto percebo a loucura que estou fazendo. A loucura que fiz. Sinto aquele aperto doído no estômago e me sinto estúpida por estar pensando em outro. É claro para mim com quem eu realmente me importo. Quem eu realmente amo. Então por que estou aqui pensando no beijo de outro? Antes disso, por que beijei outro? Fico procurando dentro de mim explicações, como se soubesse que o que fiz é errado. Fico tentando justificar meus atos para mim mesma, o que prova a confusão dentro de mim. Quando paro por um instante, me pego novamente naquele banco. Revivendo, mais uma vez, o que aconteceu. Quando consigo sair daquela cena, me pergunto outra vez, angustiada, por que estou fazendo isso? 


Medo de me decepcionar mais uma vez, e acabar chorando sozinha por ter sido nada para quem era tudo.

Retome o comando

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Ei, você, você mesma. O que pretende fazer? Aonde quer chegar? Acho que já ficou claro pra você que já acabou. Então por que continua ai se torturando? Você sabe o que tem que fazer. Sim, eu sei eu sei, não é tão simples. Falar é uma coisa e fazer é outra. Esquecer na teoria é mais fácil que na prática. Eu sei, já percebi isso. Mas agora me diz, o que é mais fácil: ficar lembrando e se auto destruindo por dentro ou sofrer um pouco pra esquecer e seguir em frente, sem nunca mais derramar uma única maldita lagrima por causa dele? Não é óbvio? Só você não percebe isso. Só você continua com a esperança sem sentido de que algum dia ele vá se arrepender. Ele não vai. Sinto muito, mas não vai. Não aconteceu até agora, por que você continua insistindo em acreditar que tudo vai mudar? Não vai mudar. Se você continuar com esse sentimento estúpido que te controla, você vai continuar se maltratando, vai continuar passando por tola para você mesma, para ele e para os outros. Então decide agora, é o que você quer? Quer mesmo desistir de viver por causa dele? Quer mesmo gastar seu tempo pensando nele, sofrendo por ele? Quer mesmo se humilhar assim por causa dele? Resgate um pouco daquele orgulho exagerado que você costumava ter. Volte a ser aquela garota forte e que estava no controle. Não tem sentido deixar tudo aquilo para trás. Pelo menos você não sofria tanto. Então garota, agora mesmo, vai lá e mostra pro mundo que você voltou a ser dona de si mesma. Mostre que mais nenhum idiota metida besta vai te fazer de otária. É isso mesmo, você pode fazer isso. Esquece esse cara e dessa forma faça ele se arrepender por cada um dos seus erros. Faça ele implorar por você e em seguida diga não. Diga não com toda força que você puder. Diga não, não só com a boca, mas com a mente, com o coração. Tenha orgulho de si mesma. Tenha amor por si mesma. Não se importe com nada que ele disser, ou fizer. E sim com o que você diz e faz. Por que de agora em diante, você esta no comando de si mesma.

"Go find someone else. I'm letting you go, I'm loving myself..."

4 de jul. de 2011

Eu quero

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Quero correr pra bem longe daqui. Quero ligar a música no máximo e nunca abrir a porta pra ninguém. Quero cantar e dançar como se o mundo fosse acabar hoje. Quero mostrar toda a beleza que tenho dentro de mim. Quero parar de me importar e viver sem nenhuma responsabilidade. Quero esquecer de todo mundo e ser feliz só comigo mesma. Quero me perder no tempo e nunca mais achar a realidade de novo. Quero decidir quando sorrir e quando chorar. Quero fazer o que eu decidir sem nenhum obstáculo, sem nenhuma frustaçao. Quero ser mais forte, quero fazer todos encararem. Quero uma, duas, tres, milhoes de musicas sobre mim. Quero gritar tudo que sinto. Quero me livrar do medo e da insegurança. Quero acreditar que tudo vai dar certo. Quero ter todos os motivos do mundo para desejar nunca morrer. Quero olhar para o infinito e nao querer fechar os olhos por ninguém. Quero viver por mim mesma. Quero me importar apenas comigo mesma. Quero conhecer outros planetas. Quero conhecer outras pessoas. Quero conhecer novos sentimentos. Quero pular mais alto todos os dias. Quero sonhar com algo lindo. Quero acordar e perceber que nao foi um sonho. Quero rezar todos os dias apenas para agradecer. Quero ser certa. Quero ser ideal. Quero ser tudo. Quero ser tudo pra alguém. Quero ser tudo pra mim mesma. Quero que ninguém seja tudo pra mim. Quero ficar imune a decepçoes. Quero ficar imune á mentiras. Quero ficar imune a duvida. Eu quero ser perfeita, quero que tudo seja perfeito. Quero um conto de fadas. Eu quero tudo. Quero tudo e tudo e tudo. Quero que nada me impessa de ter tudo, ser tudo.

29 de jun. de 2011

Nostalgia, saudade do passado.

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Olhando fotos antigas encontro uma sua. Daquele tempo em que eu corria atrás de você igual louca. Incrível como as coisas mudaram, como o mundo girou.
Sim, aquele tempo já passou. Não sei se isso era o que eu queria, pois agora sinto um aperto quase insuportável no coração.
Desejamos tanto conseguir o que queremos, mas esquecemos de que no exato momento que conseguimos, isso começa a acabar.
Eu sorrio agora, mas sinto que quero chorar. Por quê? Se consegui o que queria. Isso me deixa louca. Me faz sentir saudade do tempo em que eu sofria por você sem imaginar que tudo isso aconteceria.
Foram tantas palavras, que nos fizeram sentir frio na barriga e sorrir sozinhos, exatamente como idiotas. Acabou, e agora estou aqui, sentindo saudade do momento que sofria por pensar que nunca conseguiria o que acabei conseguindo.

22 de jun. de 2011

Breve palavras

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O céu esta inacreditavelmente azul, nenhuma nuvem. O vento sopra fraquinho, carregando uma ou outra folha que cai da árvore. A cada soprada, um friosinho nos braços. Esta ficando tarde.

Pego aquele bilhete mais uma vez e desdobro. Fecho os olhos ao perceber que aquelas palavras continuam ali. Dobro novamente, desejando não ter recebido.
Era o fim. Dizem que finais doem mais quando você lutou para que ele não chegasse. É verdade. 
O dia já esta escurecendo. Está ficando mais frio aqui. Aos poucos as pessoas vão indo embora, mas eu fico. De repente aquela sensação de que estou sozinha começa a aparecer. Devo ir embora. Mas não quero.
Lembro novamente do bilhete. É incrível como breve palavras conseguem destruir algo tão grande, enorme. É incrível como palavras indefinidas e inicialmente sem sentido passam a se conectar e formar algo que significa. É incrível como podemos interpretar cada frase quando se sabe o que esta acontecendo.
Eu sabia que era forte. Eu também sabia que nada me impediria de viver sem você, exceto o fato de que eu não queria.
Talvez essa sensação de que tudo dentro de mim estava saindo de alguma forme, evaporando e indo embora, fosse apenas uma consequência do fim. Talvez fosse o que se sente quando perde alguém ou alguma coisa. Mas é mais do que isso. Eu podia sentir. Era como se...
Esta noite. Preciso ir. Pego o bilhete e desdobro mais uma vez. 
"Eu sinto muito, me desculpe."

12 de jun. de 2011

Amarga loucura

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O fim finalmente acabou de acabar. A partir daqui, todo mundo sabe o que acontece. Todos entendem a ironia que segue. Não há nada para nos deixar pra baixo, mas aqui estamos. No fim do poço. Caídos no chão, querendo levantar, mas cadê a força? Alguém a levou embora. Não há mais nada a lamentar, pois nada mais existe ou importa. Ei, qual é o objetivo de tudo isso? Aprender que nada dura? Todos já sabíamos. Tudo isso é completamente inútil, feito para nos fazer acreditar que seria melhor não estar aqui. Não, não pense assim. Não é certo. Você sabe que não. Mas dói. Sim dói, sempre doerá, sempre doeu. Então qual é o problema? Agora dói mais. Inútil. É como se sente. Não deveria estar dizendo isso. São apenas palavras embutidas na alma. O silencio pode escondê-las. Difícil é se calar. Difícil? Não, não é difícil. Mas dói mais. Muito mais. Em, sobre o que estávamos falando? A claro. O fim. Preferia não lembrar. De qualquer forma, não há nada que possa fazer. É o limite dos limites de uma história tachada a acabar cedo demais.