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11 de ago. de 2013

Só mais um

| | 7 comentários
   Eu queria. Você queria. Mas eu queria demais. E ai tinha a pressão. Foi tudo por causa da pressão, não foi? Não, não precisa mentir agora. O estrago já tá feito. Já caí e detonei cada partezinha do meu corpo, e coração. Não to te culpando tá? Só um pouco. Tenho consciência de que grande parte do que eu sinto fui eu mesma quem criei. 
   E não comece a pensar que você fez alguma diferença na minha vida, que você mudou alguma coisa. Você só foi mais um, assim como eu fui mais uma. Daqui uns tempos você vai ter ficado pra trás. Igualzinho todos os outros com que me iludi. E no fim você vai ser só mais um carinha nas fotos da época de colégio. Eu to destruída sim, como já falei. Mas eu saro. Sempre saro, todas as vezes. Pode demorar mais, talvez menos, provavelmente menos. Mas vai passar. Não que eu ache que você se preocupa (já abri meus olhos). To falando isso pra você não ficar se achando o bonzão.
   "Life goes on"
   Amanhã vou acordar cedo como todos os outros dias. Vou me arrumar, sair de casa, passar a manhã com um pouco de sono, depois diminui. Vou almoçar, descansar um pouco e fazer o que for preciso de tarde. De noite vou tomar banho, colocar o pijama, tomar uma xícara de chá, escovar os dentes e dormir. E no outro dia de novo, e de novo. Ninguém vai saber o que passa aqui dentro, nem você vai perceber. E ai vai chegar o momento em que até eu já esqueci. Daqui um ano não vou nem lembrar como era sofrer por sua causa. 
   Você nunca vai ler esse texto. Mas não importa. Não escrevi pra você, escrevi pra mim. Sabe eu tenho uns jeitos estranhos de me fazer sentir melhor sem precisar de ninguém. Demora, dói, mas acontece. Sempre acontece, e é cada vez mais fácil. To aprendendo a abrir mão do que não me faz bem. Então to abrindo mão de você. Vai embora rápido, quanto mais rápido melhor. Não precisa virar pra trás e acenar com a mão, eu não tô mais olhando. 

14 de jul. de 2013

Every now and then I fall apart

| | 6 comentários
   Da onde vem essa infelicidade repentina que as vezes num sábado de manhã deixa a gente desesperado pra desaparecer? Ta aí o assunto pra terapia dessa semana. Se para mim é impossível de entender - e refutar - a terapeuta deve ter uma explicação mais clara. 
   Mas que droga. Eu poderia estar vendo TV, passeando no shopping, pegando um sol no quintal, poderia estar comendo. Não. Estou sentada na cama, escrevendo sobre um sentimento que nem sei qual é. Que droga. 
   "Every now and then I fall apart" Adoro essa frase. Parece minha. Mas não é. Mas parece. Pra mim.
   Não deve ser normal. Qual é a lógica de acordar de manhã e se sentir um pedaço de lixo? Sem razão? Ok, talvez tenha uma razão. Ou melhor, tem uma razão. Ta na hora de parar de enrolar e admitir que tem uma razão. Tem. É a minha mente. A minha mente, e talvez o coração, que fazem toda essa lambança aqui dentro. Essa disputa idiota pelo controle entre um e o outro. Se é que são duas partes. Talvez seja só uma - eu - tentando desesperadamente e inconscientemente causar uma autodestruição. 

BUM!

Não?

...

Não. Ainda to aqui.

   Já ouvi dizer que tem gente que gosta de ficar triste. Faz sentido, ou não. Já aconteceu com você de ver dois caminhos diferentes? Um deles é uma descida, não muito íngreme, que você só desce se quiser, porque dá pra voltar. E o outro é pra cima, fácil, simples, você só precisa escolher ir por ele. Parece óbvio a escolha certa, mas por alguma razão você escolhe errado, vai pra baixo. Talvez a razão seja essa: tem gente que gosta de ficar triste. Será que eu sou assim? Que droga. 
   Ah, hoje to dramática demais pra fazer sentido. Isso é problema da terapeuta na terça que vem. E meu também. Mas foda-se. Já to de saco cheio de pensar. Então vou continuar indo pelo caminho errado, até eu cansar.