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16 de mai. de 2013

Mudando de Assunto - Arquitetura e Urbanismo

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   Acho que já mudei de ideia sobre a minha profissão pro futuro umas 10 vezes, sempre por pura pressão. Eu sinto que preciso decidir logo, e como já é da minha natureza, fico toda empolgada e no impulso "decido" que é aquilo que eu quero. 
   Agora parece que vai dar certo afinal. Ao invés de decidir por motivos tipo garantia de emprego, concorrência, e até salário, escolhi porque gosto. Desenhar. E ai pensei, o que é melhor do que trabalhar com algo que ama fazer? 
   Se você é como eu, vai gostar do curso. Primeiro tira essa ideia da cabeça de que arquitetura é matemática. Conversei com alguns professores do curso que me contaram que é muito pelo contrário, 80% é desenho, história da arquitetura e arte. E só uma pontinha de matemática. O que faz sentido, já que os cálculos que o arquiteto vai fazer são resolvidos por programas de computador.

Primeiro, o que exatamente é Arquitetura? "É a arte ou a técnica de projetar e edificar o ambiente habitado pelo ser humano".
A melhor universidade para o curso (que dura 5 anos) é a USP, em São Paulo. E a concorrência é grandinha, afinal, é a melhor do país.
Opções de atuação:
Arquitetura de Interiores, Edificação e construção, Urbanismo, Comunicação visual, entre outros.
Eu me interesso pela parte de Design mesmo. Quando meus pais compraram o apartamento em Itapema e planejaram todos os móveis com uma decoradora, fiquei encantada com o trabalho. Agora estou reformando meu quarto, e amo pensar em possibilidades, ver os projetos, e ficar procurando soluções. Até já desenhei o meu quarto como eu queria, imagina que sonho se der certo?
Agora me contem, o que vocês acham da carreira?

8 de mai. de 2013

O resto da sua vida

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    Esse ano o foco principal dos meus dias está sendo meu futuro. Á alguns meses do vestibular a dúvida sobre o que fazer no Ensino Superior parece tomar conta. E ai, depois de mudar quinhentas e uma vezes de ideia, sempre me vem aquela sensação de que ainda é cedo pra decidir. E não sou a única.
    Numa sala de 200 alunos, no começo do ano 25% levantou a mão quando o professor perguntou quem não sabia o que queria como profissão. E dos 75% que não levantaram, sei lá quantos só acham que têm certeza, e ainda vão acabar trocando.
    Mas e ai? É esse o ano em que as coisas acontecem, e você que se vire pra decidir como vai viver o resto da sua vida. Não interessa pra ninguém, além dos seus apaixonadosporvocê pais, se você ainda não tem a menor ideia de quem é e o que quer. No fim do ano todo mundo vai sentar na cadeira e vai perder algumas horas da vida respondendo questões (sobre conteúdos inúteis). E depois de alguns dias, todo mundo vai estar procurando o próprio nome na lista, torcendo pra não ter perdido o trabalho do ano todo. E todo mundo vai seguir o seu próprio caminho a partir daí, mesmo que a única certeza seja de que não tem certeza de nada. 
    Agora me diga, isso tudo parece certo? Deixando de lado alguns exageros meus, não, não parece certo! É claro que sempre dá pra começar a faculdade mais tarde, ou até trocar de curso depois de já ter começado. Mas concordemos que o esperado por todo mundo é que você termine o Ensino Médio e no ano seguinte já faça o Superior, depois termine e comece a exercer a profissão que escolheu. E esse é o problema.
    Acho que a sociedade em geral deveria respeitar o fato de que cada um é cada um. De que vai ter aqueles que já nasceram sabendo o que querem, e aqueles que precisam de tempo. De que alguns querem começar a trabalhar o mais rápido possível, e outros que ainda precisam amadurecer um pouco mais as ideias. De que ninguém é obrigado a ter certeza. E de que para muitos, 17/18 anos é cedo demais pra decidir o futuro. 

28 de abr. de 2013

Falando de futuro

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   Quando somos menores a vida parece tão simples. Com as bonecas a gente fazia todos os nossos sonhos de vida serem reais. Éramos sempre lindas, cheias de amigas, com uma casa enorme, um marido perfeito, um trabalho dos sonhos e nada de errado, nunca. Víamos nossos pais preocupados ou sofrendo e não entendíamos: como e por que eles não tinham a vida que queriam ter?
   A gente cresce e para de brincar de boneca, começamos a inventar dramas com amigas e garotos, queremos ser grandes. E ai a gente cresce mais um pouco. Os probleminhas que antes eram frutos de nossas imaginações se tornam reais. Conhecemos pessoas que nos fazem mal, perdemos amizades, brigamos com nossos pais sem fazer as pazes logo depois, conhecemos aquele garoto que mexe com a gente e depois nos decepciona. A gente se arrepia com o primeiro beijo e pensa, sem falar pra ninguém, que finalmente estamos vivendo a vida daquela boneca com que brincava quando eramos menores. Mas mesmo assim, ainda achamos que aquilo é a vida, e não é.
   Quando chegamos no Ensino Médio, começamos a ser bombardeados com a palavra "faculdade". Ouvimos os pais e os professores tentando nos ajudar a escolher uma vida. Finalmente estamos crescendo, e é realidade dessa vez. 
   Quando percebemos, sem querer, que a vida não é como nossas brincadeiras de criança, nos desesperamos. Começamos a pensar em outras possibilidades, considerar os lados ruins também, e chegamos a um ponto em que nada se encaixa, e que dali a pouco vamos precisar decidir mas ainda não estamos prontos. 
   Nossos sonhos não são mais tão fáceis. A gente entra em tempos de pensar, imaginar, quebrar a cabeça tentando entender o futuro. E daqui pra frente, não tenho certeza de mais nada. Assim como quando eu brincava de boneca, tudo que sei sobre o futuro é imaginação. Ideias baseadas no agora, e que vão mudar.
Talvez eu ainda continue essa história. Talvez eu diga que o que eu acho agora é só imaginação, e que o futuro é diferente do que eu pensava. Talvez eu ainda mude. Talvez tudo mude.