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29 de jan. de 2012

Foram só 3 dias.

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Não estava planejando nada, apenas entrou no carro e foi. Nada deveria acontecer, não tinha nada programado, não esperava nada diferente. Quatro dias já haviam passado, e durante os três próximos, nada deveria mudar. Mas mudou
Era noite e todos se juntaram para dançar. Trocavam de par a cada instante, e por algum detalhe do destino ela acabou de mãos dadas com aquele garoto moreno e alto, com o olhar tímido, sotaque diferente e sorriso carinhoso. Não foram mais que 5 minutos juntos, mas foi o bastante. "Quer jantar comigo amanhã?"
Trocaram de par mais uma vez e se perderam de vista. Ela foi dormir sem vê-lo outra vez, mas em sua cabeça lembrava dele como um amigo. 
No outro dia se encontraram uma ou outra vez. E a cada sorriso que trocavam, se sentia mais aconchegada com ele. Chegou a noite e quando ela saiu pela porta, ele já estava lá. Sorriram e trocaram um abraço rápido e sincero. Enquanto caminharam até o restaurante, conversaram sobre suas vidas. Sentiu um pequeno estranhamento por isso, não era normal para ela conversar assim, de primeira. 
Ele era doce, carinhoso, e a respeitava. Colocava a mão em suas costas e ela se sentia segura com aquilo. Coisa boba. Tiraram uma foto na entrada e sentaram lado a lado numa mesa no cantinho. O barulho lá dentro os obrigava a aproximar os rostos para se ouvirem. Ele a fazia rir, e sem querer, ela ria. 
Descobriram que tinham muito em comum, mas não o Estado em que moravam. Ela era de uma cidade grande, no frio, na correria da rotina, Curitiba, Paraná. Ele morava longe, na praia, no calor, Vitória, Espirito Santo.
Quando foi dormir, sentiu aquela pontada no peito, aquilo tudo ia acabar amanha. Pensou que talvez ele fosse o melhor garoto que já conheceu. Tentou afastar a ideia pra não sofrer demais. No outro dia o viu e sentiu vontade de abraça-lo. Conversaram um pouco, mas o tempo estava acabando. E acabou. Trocaram msn e número do celular, queriam manter contato. Talvez algum dia se encontrassem de novo, tentavam convencer a si mesmos. Ela sentiu vontade de chorar, mas segurou, tinham sido apenas 3 dias, contando aquele. Ele se afastou e ela tentou guardar o seu rosto na memória para nunca esquecer. Foi embora e enquanto via tudo aquilo ficar para trás, derrubou uma lagrima, fechou os olhos e ficou relembrando cada detalhe.
Não foi amor, não foi paixão, foi um sonho, um sonho que aconteceu. Mas que como qualquer sonho, acabou. Ele era aquele garoto que chegou em sua vida por algum motivo, e a fez desejar não morar onde morava. A distancia, de novo.
Agora toda vez que lembra dele, sente um friozinho na barriga e fica imaginando o que ele esta fazendo lá longe. Torce pra que ele se lembre de tudo, assim como ela se lembra.
E sem muitas esperanças, ora para se encontrarem mais uma vez algum dia, em outro sonho que é realidade. Chamou aquilo tudo de "amor de verão", embora não fosse.

17 de ago. de 2011

Significa tão pouco

| | 6 comentários
Significa tão pouco, quase nada. É apenas uma palavra estúpida que algum idiota inventou para nomear o que via em sua frente. Distancia. Dizem que não significa nada quando o amor é verdadeiro. Que seja. Todos que se vem frente a frente com ela sofrem. Pouco ou muito, sofrem. Eu sempre penso que quem diz que ela não muda nada, não a encontrou realmente. É claro que muda! Por que inventariam esse nome se não fosse nada? É alguma coisa, e é grande. Por menor que seja, é grande.
Sempre me sinto rodeada pela distancia. Pela física e pela psicológica, se é assim que se chama. Mesmo que você esteja ao meu lado, eu o sinto longe. Quando de fato esta longe, ai, só pra você ter uma ideia, eu me pergunto se é de fato real, se você não é um mero sonho. A distância é enorme, é só o que sei. São quilômetros de distancia, são pensamentos de distancia, são sentimentos de distancia, são palavras de distância. É tão grande, que as vezes duvido que possa vence-la.
Levo as lembranças dentro de mim, tentando me convencer que aconteça o que acontecer, ainda teremos um ao outro. Mas é sempre difícil, esta sempre longe. Você esta longe, como posso viver com isso? Repito para mim mesma que é amor, sim é o amor, e nada vai destruir o que construímos. Mas ao olhar para o calendário e perceber quantos dias longe de mim você esta... Parece besteira pensar que somos invencíveis. Não somos. A distância faz de nós um simples e escuro nada. Não sou nada, você não é nada, não é real. É isso que sinto, é o que a distancia me faz sentir, mesmo que não seja verdade.
Mas, por algum motivo idiota, coloquei em minha cabeça que posso esperar para sempre, posso esperar o tempo passar. E sempre espero. Mesmo que, toda vez que vá embora, eu me transforme em algo um tanto quanto deprimente. Eu tenho que fazer isso, pelo simples fato de não ter escolha. O que me resta é fingir que a distância não significa coisa alguma, e que podemos seguir em frente independente de seu tamanho. E é assim que vou lutando contra ela, tentando vence-la, andando sempre sobre uma camada de esperança, que me impede de desistir.


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